sábado, 15 de novembro de 2008

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Coluna Vertebral

Texto retirado da 1° ed do JNC.

Julio Nascimento

Atenção aos corredores!
Após a mobilidade articular, a corrida ou caminhada são excelentes métodos estimulantes para se iniciar uma atividade física. É um excelente método para emagrecer, aquecer, alcançar um condicionamento cardiovascular desejado.
Teoricamente uma das práticas de atividades mais simples e fácil de realizar, porém, existem vários fatores que podem levar a uma lesão.
Por isso é importante estar alerta sobre alguns detalhes, que podem fazer a diferença. Sapatilhas e sandálias não foram criadas para essa prática, é importante usar tênis, pelo menos no momento da corrida. Correr sem calçados apropriados poderá causar sérios danos as articulações da coluna vertebral, coxofemoral, joelho e as articulações do tornozelo.
Consulte um dos Educadores Físicos da ENC, pergunte sobre a respiração, tênis adequado e melhor método de se iniciar a esta prática e cuide do seu corpo. É bom lembrar que o seu corpo é o seu instrumento de trabalho, cuide bem dele.

Urna

Texto retirado da 1° ed do JNC.

Sugestões:

•“Eu queria dar uma sugestão. Poderiam pôr os alunos que não tem emprego, encaminhados para projetos sociais, para trabalhar como monitores. Até aqui na ENC mesmo.”(anônimo)

•“Geral tinha que comemorar a festa do mês, aniversário. Sei lá, harmonizar os alunos.”(anônimo)

•“Nós dos quáticos achamos que o Celso é um personagem da socialite, ele deveria ter uma coluna social no Jornal da escola chamada: Sozinho com Celsinho! Porque ele tem glamour próprio. Obs: Textos e palavras escolhidas ao léu.”
(anônimo)

Classificados:

•“Procura-se pessoas interessadas em participar de um campeonato de Queimado. Favor se inscrever com o Grêmio.” (Grêmio)

•“Quero que divulguem minhas aulas de tecido na fundição, espaço Opera Brasil. Terças e quintas das 19h às 21h. Obs: No sábado das 17h às 20h formaremos uma turma para criação de truques e números.” (Glauber González)

•“Procura-se um equilibrista que saiba caminhar na linha que divide a noite do dia que saiba carregar nas mãos um fino pote cheio de fantasia que saiba escalar nuvens arredias que sabia construir ilhas de poesia da vida simples de todo dia” Roseana Murray (Beth – Assistente Social)

Reclamações:

•“Por que da evasão escolar? Quais são os motivos que estão levando os alunos a abandonarem a ENC?”( anônimo)

•“Queira deixar claro sobre a minha insatisfação com o Professor Juliano que ministra as aulas de nutrição na ENC. Acho que seria importante o profissional em questão ler o projeto pedagógico da ENC. Seu jeito arcaico só demonstra estagnação e um desinteresse de se atualizar.”(anônimo)
Textos:

“A grandeza do homem consiste em que sua decisão pode ser mais forte que a sua condição” Albert Comus (anônimo)

“Segunda-feira – Que tal desengavetar aquele antigo projeto? Mãos a obra! Afinal... Quem tentar novos projetos pode até dar errado... mas quem não tentar... já errou!! Seja feliz!” (anônimo)

“A trapezista brinca no balanço toda vestida de branco e braceletes no braço. Não tem medo, a trapezista salta, gira e desafia, seu corpo miúdo parece um simples traço no espaço!” Roseana Murray
(Beth – Assistente social)

“A vida é como uma peça de teatro que não permite ensaios. Portanto! Salte, brinque, ria, chore, e viva intensamente cada momento. Antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.” (Chiquita)

O que se passa?

Texto retirado da 1° ed do JNC.


Por João Ferreira

O fato é que a situação salarial dos professores que prestam serviço para a ENC exige imediatas providências. Existem salários de R$ 700,00 a R$ 1.200, e essa diferença salarial se dá pela forma de contratação da empresa Personal Service, que classifica o prestador de serviço pelo nível escolar: básico, médio e superior; gerando, assim, certo desestímulo. Porque o saber circense não pode ser classificado pela instrução escolar. O que precisa ser feito é um conhecimento oficial do notório saber dos artistas e mestres do circo tradicional, encontrando formas de contratação que atendam às necessidades da ENC ou um concurso público adequado.

Existe um movimento por parte da secretária escolar da ENC que marcou uma reunião com o Presidente da FUNARTE, Celso Frateschi, para reivindicar e pressionar o órgão a resolver essas questões. Diante desse quadro, levando em consideração serem justas as reivindicações dos prestadores de serviço, manifesto minha solidariedade à esta mobilização e apelo aos alunos: esta é a hora de todos participarem e tomarem uma decisão forte, representativa, garantindo a força que precisamos para convencer os representantes de nossa classe da importância de serem atendidas às solicitações com urgência. Há mais de 10 anos não há reajuste salarial. O quadro ainda se torna pior quando analisamos a carga horária de trabalho dos profissionais na ENC. São 40 horas semanais, onde a atividade é corporal e exaustiva, sendo ainda que a maioria deles mora longe. O quadro de funcionários não atende à demanda, fato que não é novidade pra FUNARTE, o que se passa? Está passando da hora da FUNARTE reconhecer que a Escola Nacional de Circo e seus funcionários merecem ser tratados com respeito. O comprometimento das pessoas com a questão ocasionará a pressão necessária sobre os que detêm o poder em prol desta idéia. ■
Texto retirado da 1° ed do JNC.


Eleições Grêmio 2008 – Lição de Democracia


Mantendo este espírito de participação, informamos que no dia 4 de junho de 2008 foi dado início às inscrições das chapas para as novas eleições do Grêmio Estudantil da Escola Nacional de Circo. Em uma ação coletiva de democracia os alunos elegerão seus representantes junto à direção da escola. Será uma eleição tranqüila onde os alunos poderão expor suas idéias e propostas para um grêmio forte e participativo.

“Quem é mais livre? Quem se fecha na sua independência, ou quem esquece de si e se preocupa com a liberdade dos outros?
Se todos se preocupam com todos, então a humanidade inteira defenderá a minha liberdade pessoal.”(?)
Constantin Stanislavsky

Inscrições das Chapas:

Dia: 04/06/2008 até dia 20/08/2008
Horários:
09h40min até 10h00min
12h00min até 13h00min
14h40min até 15h00min

Dia da eleição: 27/08/2008

Horários:
09h40min até 10h00min
12h00min até 13h00min
14h40min até 15h00min

Apuração e anunciação da chapa vencedora no dia 1º de Setembro de 2008

Comissão Eleitoral, responsável pela inscrição das chapas:
Manhã: Patrícia de Souza
Tarde: Amaralina

NÃO DEIXE DE PARTICIPAR, EXERÇA SEUS DIREITOS!

ACIC: Criação com hora marcada

Texto retirado da 1° ed do JNC.

Por Daniel Elias

No início deste ano a direção anunciou a implantação de uma nova atividade dentro do currículo de nossa escola, a ACIC. Apesar de já estar em funcionamento, poucos sabem dizer o que significa essa sigla: Atividades Coletivas Interdisciplinares de Criação. Além disso, muitos alunos ainda questionam sua forma de funcionamento, seus objetivos e a forma de concretização de seus resultados.

Segundo Zézo Oliveira, diretor da Escola Nacional de Circo (ENC) e idealizador da atividade, a ACIC surgiu da necessidade de se ampliar os espaços de
criação dentro da escola, que sempre acabavam “achatados” pela corriqueira limitação de repetir técnicas pré-existentes, e tem como objetivo estabelecer um ponto de encontro para estimular os processos criativos coletivos na ENC.
A proposta, que foi discutida e aprovada em reunião pelos professores, abre a possibilidade de união de várias disciplinas, circenses ou não, num mesmo trabalho. Daí a interdisciplinaridade que o próprio nome carrega: a junção de várias expressões artísticas como dança, música, Poe-sia, teatro, etc.
E qual é a função dos professores na ACIC? Bom, eles serão estimuladores e coordenadores técnicos dos trabalhos, visando a segurança e
a viabilidade dos projetos. As idéias, tarefas e caminhos a serem percorridos devem partir dos próprios alunos, cabendo sempre aos mestres orientá-los nos momentos em que estes acharem necessário.
O processo de cria-ção propiciado pela ACIC é coletivo, mas os números que resultarem desse processo podem ser indivi-duais ou coletivos, dependendo das propostas de seu(s) idealizador(es). A partir dos rumos de cada área (ACIC dividi-se em 4 áreas: Aéreo, Solo, Equilíbrismo e Malabarismo) a Escola irá direcionar a oferta de oficinas, tentando contemplar as questões de maior interesse. Na prática: se uma área estiver pesquisando a temática do palhaço, a ENC buscará proporcionar uma oficina com alguém que notoriamente trabalhe com o tema. Ou seja, a ACIC servirá também como norteadora das futuras ações pedagógicas da Escola, o que certamente trará maior envolvimento dos alunos nas atividades.
Os resultados obtidos com a ACIC poderão ser apresentados no dia da criação, que é uma atividade já existente na ENC desde 2006, e nos espetáculos regulares de fim de mês da Escola, que não têm acontecido devido às novas exigências da defesa civil, às quais a ENC tem que se adequar, relatou o diretor, que acredita retomar a realização dos espetáculos no início do segundo semestre do corrente ano.
Sobre recursos destinados a essa nova atividade permanente que veio integrar o plano pedagógico da ENC, o diretor é enfático: “ainda não temos verba específica para financiar as atividades da ACIC, com exceção das oficinas que poderemos oferecer”.
Dessa forma, surge mais um motivo para lutarmos pela concessão de verba própria para a Escola Nacional de Circo, pois só assim os recursos poderão ser direcionados de maneira mais objetiva e consciente.
Então todos nós, alunos da Escola Nacional de Circo temos um encontro marcado todas as quartas-feiras, às 11h para a turma da manhã, e às 16h para a turma da tar-
de com um dos momentos mais difíceis, importantes e fundamentais de nossa arte: a
C
R
I
A
Ç
Ã
O.

Informativo sobre o Grêmio

Texto retirado da 1° ed do JNC.
Lei Nº 8.069 de 13 de julho de 1990.

O estatuto da Criança e do Adolescente, no artigo 53, inciso IV, garante o direito dos estudantes de se organizarem e participarem de entidades estudantis.

Nunca esquecer: sem trabalho em equipe não existe Grêmio! E sem Grêmio os alunos não podem explorar todas as suas idéias para mudar a escola.

Participar é importante para poder transformar. Se não estamos satisfeitos com alguma coisa, podemos propor alternativas e participar na sua transformação. Se estivermos contentes com algo, podemos participar da sua divulgação e contribuir para que outras pessoas aprendam com nossa experiência. Isso é exercício de democracia.

Fortalecer espaços de participação e debate promovendo a superação de conflitos dentro da escola, isso é fundamental para o exercício da democracia e para proporcionar uma verdadeira cultura de paz em nosso país.

1992 – Acontecem sucessivas manifestações nas ruas contra a corrupção no governo dando inicio ao movimento de estudantes chamado “Caras Pintadas”, que resultou no impeachment do então Presidente da República, Fernando Collor de Melo.
O que é Impeachment? É a cassação do mandato do presidente – ou outro cargo executivo – por razões de conduta que não estejam de acordo com a lei.



“Nunca duvide de que um pequeno grupo de cidadãos pensantes e comprotidos possa mudar o mundo: na verdade, a única coisa que já mudou o mundo foi isso.”
Margaret Mead


Fonte: fragmentos retirados do livro “O Grêmio em Forma”

EDITORIAL

Texto retirado da 1° ed do JNC.


Olá a todos aqueles que participam ou estão interessados no cotidiano da Escola Nacional de Circo. É com imenso prazer que apresentamos para vocês a 1ª edição do JNC - Jornal Nacional de Circo.

Como um dos meios de comunicação mais antigo, o jornal e outros periódicos se caracterizam por divulgar e organizar idéias e acontecimentos de um determinado grupo social. Ou seja, potencializam a coesão e identidade do mesmo. Portanto, o JNC vem estabelecer uma ligação entre os alunos, a coordenação, a direção, o corpo docente e todos os funcionários da Escola.
Contudo, para que o jornal seja capaz de tornar esta convivência ainda melhor e suscetível de ganhar força e união a cada dia, é preciso a par-ticipação de TODOS. Seja através de textos, frases ou propostas, o que vale é PARTICIPAR!

Vale retratar, inclu­sive, a importância de um jornal que possua em sua estrutura ma­térias e recortes cultu­rais da cena circense do país (e sabemos o quão necessária e, ao mesmo tempo escassa, é a informação escrita que este campo possui). Já que, como artistas e profissionais ativos desta área, nós, da ENC, participamos constantemente de sua construção. Esta é a essência e principal linha de abordagem deste jornal.

Sendo assim, o JNC é formado por uma comissão organi­zadora voluntária e tem como objetivo uma publicação bi­mestral, tendo sempre a nossa urna como principal veículo de sugestões, recolhi­mento de seu material e proximidade com o que acontece na escola.

Esta edição chega com uma entrevista exclusiva com o pro­fessor Pirajá Bastos; com a “Coluna Vertebral” - sobre saúde e manuten­ção física do artista circense; com a Coluna “O que se passa?” – tratando sempre de temas atuais relevantes da escola; a Coluna “Túnel do Tempo” - com curiosidades e memórias do circo brasileiro; a Coluna “Circolítico” – espaço destinado às política circense nacional; a reportagem sobre a ACIC - esmiuçando o que é esta atividade; texto “Quem Somos, o que Fazemos e o que Queremos?” – com questionamentos pertinentes sobre nosso dia a dia na escola; os informativos relativos ao Grêmio; e nossa Agenda Cultural, contando os eventos e apresentações dos próximos dois meses.


Esperamos uma ótima leitura !


Editora: Julia Franca.
4° período - manhã

CIRCOLÍTICO

Texto retirado da 1° ed do JNC.
Por Daniel Elias

Essa coluna é destinada às questões referentes à política circense nacional. Nesta edição de abertura, selecionamos a carta escrita pela historiadora-professora Ermínia Silva, que relata o recente episódio marcante de mobilização dos circenses em nível nacional, em prol da indicação de representação legítima dos circenses no Conselho da Frente Parlamentar.

“Olá a todas e todos.
A semana de 02 a 06.06.2008 será mais um dos marcos importantes da história política circense.
Tudo começou quando dia 02.06, nossa companheira de luta Laura Cavalheiro enviou uma mensagem eletrônica para o grupo Circomunicando informando sobre o lançamento do caderno “Diretrizes Gerais para o Plano Nacional de Cultura” pela Comissão de Educação e Cultura, em parceria com o Ministério da Cultura e a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura; bem como sobre a posse do Conselho Consultivo da Frente da Cultura, no dia seguinte, em Brasília.
Junto com a mensagem de Laura, Alice Viveiros de Castro, nossa representante e lutadora no Conselho Nacional de Política Cultural, no mesmo dia e quase na mesma hora, convidava a todos os circenses para se manifestarem “imediatamente sobre como agir e especialmente ouvir a opinião de todas as Entidades que representem o circo”; pois o Sr. Marcos Frota estava sendo indicado como o nome do Circo naquele Conselho.

Prontamente vários circenses do Brasil encaminharam mensagens, inclusive eu, sobre a não representatividade do nome que estava sendo indicado. Foi quase a única coisa que consegui fazer naquela semana.
No mesmo dia 03.06 que escrevi e conversei com Alice, dia da posse do Conselho Consultivo da Frente Parlamentar, minha irmã foi internada para uma cirurgia muito delicada, que aconteceu no dia 04. Eu e minha família ficamos “internados” com ela. Agora, quando já superamos mais uma fase e estamos nos preparando para outras, estou tendo condições de escrever.
Garanto que foi uma semana de fortes emoções. Além das pessoais, senti outras tantas ao acompanhar esse intenso movimento político desencadeado de modo transparente pelas ações militantes e conseqüentes de Alice e Laura, com a parceria de Joana Henning e muitos brasilienses. Também me emocionou atualmente, o fórum virtual mais representativo da categoria circense. Mas, principalmente, a participação da diversidade circense de todas as regiões do país, representando a lona itinerante (de todos os tamanhos), o circo social, as escolas, o teatro,a pesquisa, a rua. Com certeza, é um dos momentos singulares da história do Circo no Brasil.

Já tivemos outras lutas significativas e não podemos desconhecê-las. Entretanto, até para os mais céticos, é impossível negar que mais de 200 e-mails escritos (tenho arquivado todos) em apenas quatro dias, representando toda aquela diversidade, tenha um significado muito particular, ou seja, que crescemos muito como movimento político. Se esse coletivo não estivesse por aí, como movimento, os apelos de Alice e Laura cairiam no vazio, como muitas vezes caíram outros tão importantes quanto.
Há quem acredite que descobrimos “o grande vilão do circo brasileiro”, que tudo aconteceu porque se elegeu um “inimigo comum”. Pode ser. Mas, em nenhum momento devemos considerar que o Sr. Marcos Frota é "o inimigo”.Como escrevi em minha mensagem, a ausência desse senhor em todos os debates políticos não o autorizava ser um “representante do circo” em qualquer instância política. Demonstrei, como muitos demonstraram, a indignação das escolhas governamentais do seu nome como “representante legítimo”, ao mesmo tempo em que deixamos claro o nosso desconhecimento sobre os critérios dessa escolha. Além do fato de termos tomado ciência desse acontecimento na sua véspera.
Discordo de vários modos de atuação desse senhor, que veicula, através de suas empresas, projetos que tratam de forma dúbia conceitos de “universidade”, “escola”, “projeto social” e as atividades circenses. Mas, isso não me autoriza a considerá-lo “o inimigo”, pois ele não é o único em nosso meio de quem temos ou tenho tido discordância.
O que acontece é que mesmo com nossas diferenças, há um número grande de circenses que têm discutido e debatido nas arenas políticas que vimos formando e das quais participamos; o que não é uma tarefa simples e tranqüila, mas as temos considerado fundamentais, tais como: os encontros de escolas, de circos, da Asfaci, nas mesas de debates dos festivais, fóruns circenses, encontros de palhaças e palhaços, nas várias oficinas e cursos, nos projetos de pesquisas, nos encontros da Rede Circo do Mundo, enfim, no Circomunicando. Em todos esses lugares nos expomos e debatemos nossas posições. Mas, para haver diálogo na discordância, os pares precisam estar presentes nos espaços que vêm se constituindo em lugares de manifestação e formulação dos circenses, no Brasil. O que não acontece com esse senhor.

Se agora o elegemos como "o vilão", quando essa fase passar, volta-se a considerar nosso parceiro do lado, nosso vizinho, ou simplesmente aquele que faz diferente de mim como inimigo de novo. Para mim a reflexão desse movimento é de que não se deve haver exclusão da diferença.
Antes de tudo é preciso ressaltar que ele foi convidado e, graças ao empenho de Alice, Laura, Joana e os brasilienses, fizeram com que o Deputado Frank Aguiar entendesse o equívoco. Até onde se sabe, o Deputado soube voltar atrás e aceitou que se propusesse outro nome.Diante da oportunidade de transformar indignação em ação e representatividade, quando o Deputado aceitou a retirada do nome do Sr. Marcos Frota da Frente Parlamentar, as nossas bravas dirigentes pediram ao coletivo nomes.
De um modo aberto o meu foi indicado e apoiado para consolidar as ações que haviam sido feitas de colocar em cheque a escolha anterior, e em apenas dois dias dezenas de manifestações o legitimaram.
Entendi e entendo que esse processo não tem nenhuma marca pessoal, pois muitos que pertencem a essa longa lista de lutadores agregam qualidades e características suficientes para esse lugar. Acredito, então, na minha escolha como expressão legítima da multiplicidade que habita esse mesmo coletivo, por ser uma defensora do respeito às diferenças, do reconhecimento das muitas formas de se 'ser circense', e por ter sempre defendido a transparência e coletivização das lutas circenses.
Se o meu nome for confirmado para fazer parte o Conselho da Frente Parlamentar, não desejo atuar sozinha. Necessitamos que o espírito do Circomunicando, dessa última semana, permaneça.
Gostaria de ter um veio poético para agradecer a todos e, em particular, a minha parceira do comitê pró-criação da associação nacional dos pesquisadores de circo do Brasil – Alice Viveiros de Castro. Infelizmente não sou poeta, e, além disso, confesso a todos que nunca dancei rumba, só sapateado. Mas, assumo rodar a saia e dançar rumba para que os espaços oficiais de produção de políticas públicas voltadas para a cultura e de produção de memória saibam da importância da história do Circo na formação da cultura brasileira e o reconheçam como patrimônio cultural. Saibam, também, da produção histórica contemporânea da diversidade do fazer circense e suas importantes contribuições nos processos pedagógicos de formação de uma parcela significativa de nossa juventude. Saibam que em muitos municípios brasileiros o circo ainda é o espetáculo esperado, mesmo que alguns prefeitos e câmaras municipais dificultem sua entrada.
Agora, vamos aguardar o dia 17.06, quando Joana, de novo, irá procurar o Deputado para consolidar a minha indicação. E, assim que me inteirar dessa função, comunico a todas e todos. Abraços.”
Ermínia Silva ■

JNC on-line


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Esse é mais um espaço que o JNC utiliza para dar, receber, compartilhar informações.
Que a política seja consciente para todos os seres humanos!
Que a arte esteja presente em todo nosso universo!
Desfrutemos então ...

"As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação."
Orison Swett Marden